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sábado, 30 de julho de 2011

A volta da censura: 'É proibido proibir'

Em 23 de julho o longa-metragem "A Serbian Film - Terror Sem Limites", uma produção de terror classe 'C', teve sua distribuição e exibição proibida, o filme foi censurado. Quem fez o pedido à justiça foi do presidente do diretório regional do Democratas, o ex-prefeito do Rio, Cesar Maia. A liminar da decisão provisória, concedida pela 1ª Vara da Infância e da Juventude, a pedido do DEM, impede a exibição do filme. Pelas críticas o tal filmeco, além do roteiro repugnante, é mesmo uma porcaria, sessão de cinema pra fazer o bonequinho vomitar, levantar e ir embora da sala de exibição.

O polêmico ‘Serbian Film’ também já teve problemas em outros países, onde foi proibido ou exibido com cortes. Bom, não vi nem pretendo ver; mas acho que não preciso do estado para me dizer o que posso, ou não, assistir. A polêmica vem de cenas perturbadoras, que mostram pedofilia da pesada, como o estupro de um recém-nascido. Vejam bem, é uma produção cinematográfica, uma obra de ficção, não pode ser confundido com realidade. Deve ser uma bomba, só havia uma cópia disponível em película, a mesma que a decisão judicial mandou apreender e que está agora nas mãos da Justiça do Rio. Se fosse um filme com potencial de atrair público, certamente, haveria mais cópias por aí, não acham? A exibição de ‘Serbian Film’ ocorreria no festival RioFan.

Será que era mesmo necessário, um partido político, pedir na justiça para que o filme fosse censurado. Todo esse trabalho pra que as pessoas não vejam um reles e desprezível filmeco de ficção? Bom, é fato consumado, se alguém ia assistir, agora não pode, tá censurado e ninguém pia.

A Censura no Brasil ocorreu por quase todo o período posterior a colonização do país, tanto cultural, quanto política. Entretanto foi durante o regime militar - iniciado com o golpe de 64 - que foram elaboradas novas formas de perseguição. Após a promulgação do AI-5, todo e qualquer veículo de comunicação, bem como produto audiovisual destinado à exibição pública, deveria ter a sua pauta, ou roteiro, previamente aprovado e sujeito a inspeção local por parte de agentes do governo. Muitos materiais foram censurados nessa época de trevas, que parece esquecido mas faz parte da história recente da república. (...continua...)


Está lançado, no Brasil, um novo genero de filme, o FILME PROIBIDÃO.

terça-feira, 6 de janeiro de 2009

O Funk "Proibidão" com Superpoderes?

O Rio de Janeiro tem um polêmico projeto de lei estadual que, se aprovado, obriga o poder público a proteger o funk como movimento cultural. Pois este PL acabou ganhando repercussão internacional. Uma matéria publicada na última sexta-feira, dia 2, pelo jornal britânico "The Guardian" mostrou em destaque o ritmo carioca, cujos bailes dividem opiniões. O inusitado projeto de lei foi proposto em agosto passado, pelo deputado estadual Marcelo Freixo (PSOL). A lei transformaria o funk em "movimento cultural e musical de caráter popular". Além de combater a "discriminação" contra o "gênero musical", o projeto pretende garantir que os bailes e festas não sejam proibidos pelo poder público. Em várias ocasiões a polícia fecha bailes funk nas favelas do Rio, em busca de traficantes, pela perturbação da ordem pública ou desrespeito a lei do silêncio.

O texto destaca a indignação de muitos moradores do Rio contra vários estilos do gênero que fazem apologia ao crime, no chamado "proibidão", e de conteúdo pornográfico que, segundo vários especialistas, acaba estimulando a sexualidade precoce entre crianças e adolescentes, contribuindo para o crescimento das taxas de natalidade em comunidades carentes. Em entrevista ao jornal britânico, Freixo diz que apesar de o funk reunir um milhão de pessoas a cada fim de semana, ainda é diminuído por muitas pessoas. Ele diz que o preconceito da classe média não é exatamente contra o ritmo, mas contra o lugar de onde vem, das favelas. Ainda assim, a reportagem diz que o ritmo entrou no circuito nacional. Destaca, por exemplo, a apresentação que o DJ Marlboro fez no aniversário da filha do governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral; e uma foto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao lado do grupo feminino de funk “Gaiola das Popozudas”. O projeto de lei está em tramitação na Assembléia Estadual do Rio de Janeiro e ainda deve ser aprovado em quatro comissões antes de ir a plenário.

Pois a carioca.fm considera o funk nacional de suma importância. Funkeiros como: Buchecha, Mc Marcinho, Mc Leozinho, Perla, e tantos outros, formam o bonde do bem no rítmo. Já o funk das "cachorras", e dos "cachorros" não contribuí em nada com a cultura nacional. Em nossa ótica, certos tipos de funk, que infelizmente se proliferam sem qualquer espécie de classificação indicativa, atentando contra a inocência de nossas crianças. Uma letra que fala em órgãos genitais, de forma chula, não pode contribuir em nada com a cultura de um estado, quanto mais com a de uma nação. Todos sabem que nos bailes rola muita droga, e acima de tudo sexo precoce e na maioria das vezes sem nenhuma proteção. Vemos nas ruas das comunidades jovens de 13, 14 anos, andando de mão dadas com seus filhos, de 3 ou 4 anos... uma vergonha. Para o funk ganhar superpoderes, como os que a lei do deputado Freixo propõe, primeiro é preciso que seja estabelecido, e deixado claro, um código de ética sobre refrões que façam apologia ao sexo fútil, organizações criminosas e comércio ilegal de drogas. Afinal se nossos ouvidos não são pinico, os de nossos filhos muito menos. Vamos valorizar o que é realmente bom e deletar o que não presta, chega de hipocrisia e de projetos de lei puramente eleitoreiros. As crianças que frequentam os bailes é que precisam da proteção da lei, não seus organizadores.