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sábado, 10 de setembro de 2011

O 11 de Setembro e o 11 de Janeiro

Há 10 anos quase 3000 pessoas morreram nos ataques de 11 de setembro, é só isso que se vê na TV e jornais agora, na véspera dos atentados, como se fosse motivo pra comemorar... ou quem sabe promover um luto tardio, quando queremos é esquecer esta tragédia bárbara e a guerra estúpida que gerou.

Há muito menos tempo, 8 meses atrás, os deslizamentos na Serra do Mar do estado do Rio de Janeiro, mataram em torno de 1000 pessoas. Foi um desatre natural e não um ataque terrorista. Terrorismo é o que passam as famílias desabrigadas e os que são obrigados a viver em áreas de risco, sabendo que as chuvas voltam e que a tragédia pode se repetir a qualquer momento.

Com trabalho e recursos próprios, muitas pessoas reconstruiram casas que foram destruídas na enchente, no mesmo local, sem serem impedidas ou conscientizadas de que o risco ainda existe e que a experiência mostra que inundações e deslizamentos vão acontecer novamente. Segundo estudos publicados ainda no início do ano pelo DRM-RJ com a colaboração de geólogos da Universidade Estadual do Rio de Janeiro, UFRJ e PUC-Rio, as chuvas que a deflagraram a catástrofe não foram excepcionais. Já ocorreram desastres semelhantes em 1979, 1978 e 2002 como decorrência de trombas d'água. Um aspecto marcante das chuvas que atingiram a serra em janeiro foi a intensidade em um período de 15 minutos, segundo o estudo.

A intervenção do homem no solo não foi descartada como um dos fatores da tragédia. No entanto, o estudo diz que a maior parte dos deslizamentos ocorreria de qualquer forma, evidenciados pela ocorrência de escorregamentos em diversos pontos de áreas naturais, não tocadas pelo homem. Nos desastres de 1978 e 1979, havia menos pessoas vivendo na serra e por isso o número de mortos na época foi menor que agora.

Diante da iminência de novos deslizamentos, os geólogos são contundentes ao afirmar que a única solução possível para evitar mortes e danos é a prevenção. "Temos uma sequência de estudos que permitem antecipar a ocorrência disso tudo. O problema é que estamos muito atrasados numa cultura de prevenção". Entretanto muito foi prometido e pouco foi feito.

As fortes chuvas que atingiram os municípios da região serrana do Rio nos dias 11 e 12 de janeiro provocaram enchentes e inúmeros deslizamentos de terra. As cidades mais atingidas são Teresópolis, Nova Friburgo, Petrópolis, Sumidouro e São José do Vale do Rio Preto. De acordo com o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), choveu cerca de 300 mm em 24 horas na região.

Abaixo veja algumas imagens da época, das promessas, o antes e o depois. Como curiosidade também um antes e depois da região japonesa atingida pelo terremoto, de magnitude 8,9, em março passado. Ai é de nos perguntarmos, será que o Brasil anda mesmo essa maravilha toda que a mídia e o governo querem nos vender? E as promessas, ficam apenas nas promessas mesmo? E o 11 de setembro, o que nós brasileiros temos a ver com isto, 10 anos depois, não será mera distração?

Como bem a TV sabe, imagens falam mais que palavras, o texto apenas dá apoio à imagem, então vejam as imagens abaixo - que recebi hoje por e-mail e estou repassando - e tirem suas própria conclusões...

"Seis meses de esperanças levadas pelas águas da corrupção"






Quanto ao terremoto no Japão...




sábado, 9 de maio de 2009

O 9 de maio e a polêmica "Marcha da Maconha"

Rio de Janeiro - Cerca de 1.200 pessoas participaram da controversa marcha pela legalização da maconha na praia Ipanema, a mais badalada do Rio de Janeiro. A concentração aconteceu próxima ao posto 9, famosa pela irreverência de seus frequentadores. Entre os manifestantes estava o ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc. A passeata, chamada de "Marcha da Maconha", foi realizada neste dia 9 de maio em 250 cidades mundo afora. O objetivo dos ativistas participantes da marcha é o de chamar a atenção das autoridades, no intuito de que seja descriminalizado e regulamentado o uso da Cannabis Sativa.

Além do Rio de Janeiro, onde as pessoas marcharam pacificamente pela praia de Ipanema, exercendo plenamente sua liberdade de expressão; a manifestação teve lugar também em Porto Alegre, Brasília, Belo Horizonte e Juiz de Fora. Na capital gaúcha cerca de 500 pessoas tiveram também a coragem, e segundo ainda muitos pensam, a 'cara de pau' em se reunirem pelo mesmo objetivo.A "Marcha da Maconha" de Belo Horizonte estava proibida, porém acabou sendo liberada ontem pelo Tribunal de Justiça do estado de Minas Gerais.

Em todas as cidades, nas quais a justiça foi favorável a livre manifestação dos partidários da causa, houve ato de repudio contra a decisão de tribunais regionais; que proibiram a marcha várias cidades, por considerá-la apologia ao uso de drogas. Não questiono a decisão destes magistrados, contrários ao movimento, afinal estão apoiados na legislação vigente em nosso país. Entretanto, no site oficial do movimento, o grupo afirma não fazer apologia. "As atividades do Coletivo respeitam não só o direito à livre manifestação de idéias e opiniões, mas também os limites legais desse e de outros direitos", alegam os defensores da causa.

Segundo matéria publicada no portal "Terra", em conjunto com a "Agência Brasil", o jurista Pedro Estevam Serrano, da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, a "Marcha da Maconha" é um movimento legítimo. Na ótica do jurista, participar do movimento não qualifica o crime de apologia as drogas. "Debater ou se manifestar publicamente pela descriminalização de uma conduta não significa estimular o cometimento dessa conduta", argumentou. Porém há controvérsias, segundo a opinião do professor de direito penal da Universidade de Brasília, Carlos Frederico de Oliveira, "A autoridade policial não pode permitir uma coisa dessas nunca", ele defende a tese de que discussões deste tipo não podem ocorrer "em via pública". Já Estevam Serrano sustenta que "pedir a mudança de uma lei é algo que pode e deve ser feito de público e esse debate deve ser posto em público".

O assunto parece ainda estar cercado de tabus, o tema é controvertido devido a atual legislação que proibe o uso e a apologia ao consumo da maconha. Concordo plenamente com a opinião do Dr. Pedro Estevam Serrano, da PUC, ao mesmo tempo em que não discordo da posição do Dr. Carlos Frederico de Oliveira, da UNB. O bom senso manda não fumar nem cigarro, a lei proíbe o consumo da maconha. Claro parece ser que a manifestação é legítima, e o melhor, no momento, parece continuar sendo "apertar mas não acender agora", como manda o famoso pagode de Bezerra da Silva.

Mais informações no site oficial do movimento: http://www.marchadamaconha.org/

terça-feira, 14 de abril de 2009

Dylan critica os Stones mas volta atrás

O 'vovô do rock n'roll', referência na música mundial, cantor e compositor Bob Dylan fez uma dura crítica aos seu amigos Rolling Stones. O fato ocorreu ontem, durante entrevista que Dylan concedeu a MTV dos Estados Unidos. Quando foi questionado sobre o maior grupo inglês de rock de todos os tempos. Ele disse: "O que eu acho deles? Eles estão bem acabados, não?".

Dylan, que já tocou no Brasil com Keith Richards e Mick Jagger, na apresentação dos Stones na Apoteose em 1998, na qual fez participação no hit de sua autoria 'Like a Rollig Stone', ainda declarou que a banda deveria dar uma chance para o baixista Bill Wyman, que deixou o grupo em 1992: "Não digo que eles não deveriam continuar, mas eles precisam do Bill. Sem ele, são apenas uma banda de funk. Eles só serão os verdadeiros Rolling Stones quando tiverem Bill de volta", explicou, deixando latente seu amor pelo lendário contrabaixista.

Paradoxalmente a esta declaração bombástica e tendenciosa dada ontem à MTV, hoje, em entrevista ao jornal britânico 'The Daily Telegraph', Dylan mudou o discurso e elogiou o grupo inglês: "O Rolling Stones é a maior banda de rock de todos os tempos. Tudo que veio depois deles, metal, rap, punk, new wave, pop, o que você quiser, você pode traçar de volta até eles"... "Eles são os primeiros, últimos e ninguém fez melhor até hoje", declarou, contradizendo o que havia dito ontem à 'Music Television'.

As entrevistas de Bob Dylan fazem parte da divulgação de seu novo álbum, "Together Trough Life", que deve ser lançado antes do final deste mês. Dylan é um ícone da música e uma peça de suma importância para o rock mundial, o cara é mesmo referência. Além de ter inspirado muitos dos 'dinossauros sagrados' que fazem sucesso perene com o bom rock n'roll, o cara tem gás, mesmo prestes a completar 68 anos de idade, no próximo dia 24 de maio, continua com o pé na estrada. Por isso, e por outras, perdoamos Bob Dylan e acreditamos que os Stones farão o mesmo, afinal as 'pedras que rolam não criam limo'. Além do mais esta parece ser a deixa perfeita para que Bill Wyman retorne a formação da maior banda de rock de todos os tempos.